Um dos documentos apreendidos pela Polícia Federal na Odebrecht durante a 23ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Acarajé, é uma lista de possíveis repasses da empreiteira a mais de 200 políticos, com nomes e valores recebidos.
Conforme afirma o jornalista Fernando Rodrigues, que divulgou a lista, trata-se do mais completo acervo do que pode ser a contabilidade paralela da empresa descoberta e revelada ontem na investigação; presença de políticos na relação, como o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), atinge oposição e governo; não identificados, contudo, chamaram a atenção dos investigadores,
Sobretudo pelo grande volume de recursos que teriam recebido, como é o caso de "Mineirinho", apontado como destinatário de R$ 15 milhões entre 7 de outubro e 23 de dezembro de 2014; as entregas, segundo as planilhas, teriam sido feitas em Belo Horizonte
Em discurso no plenário nesta semana, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) apontou o que seria um "acordão" entre PSDB e PMDB para que, com a saída da presidente Dilma Rousseff, "já haver um governo montado e as coisas pararem por aí, sem mais revanches, e o País tornar à situação de normalidade"
"Qual normalidade? A normalidade de parar as investigações?", questionou Gleisi; segundo o jornalista Rodrigo Vianna, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), ameaçado na Lava Jato, "tenta derrubar Dilma porque Michel Temer prometeu frear investigação"
Senador José Serra (PSDB-SP) também declarou, no início da semana, que Temer prometeu não fazer caça às bruxas em um eventual governo; nesta terça, Aécio e Temer se reuniram em São Paulo para discutir o futuro
Compilado: 247

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