domingo, 10 de abril de 2016

Poema de despedida do Poeta Antônio Adriano Mendes (Tonheiro mendes)


 
ÚLTIMO ADEUS:
 
Eu vou embora como a flor do Galho 
Por falta de chuva e de Orvalho
Desprende-se do Galho onde vivia
As pétalas morreram rapidamente
Deste jeito serei futuramente
Quando meu corpo baixar a Campa fria.

No silêncio do mundo invisível
Não tenho ideia se será possível
O contato com o mundo onde vivo;
Na turbulência do quadro transitório
Não sei se esse momento me será notório
Para o futuro em definitivo.

Deixo as auroras que eu amo tanto
Que que se romperam de um negro manto
Que a madrugada enviou pra mim,
Esses auroras são a minha vida
Sejam mais belas na minha partida
No último suspiro que será meu fim.

Quando o meu corpo se chamar saudade
Deixem dormir na eternidade,
Sem ouvir nenhum só lamento
De tristeza alguém faça acúmulo
Que as folhas secas passem pelo túmulo
Tranquilamente no soprar do vento.


O poeta faleceu em 04\04\2016

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