quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Morada Nova: A imagem desoladora que impressiona. Rio Banabuiú nos deixa em estado de profunda reflexão

img. marfreitas
Diante do quadro instável que se aproxima (janeiro de 2017), o sertanejo busca sinais que renove sua esperança. Com este mesmo propósito, está acontecendo em Fortaleza um encontro intitulado “Seminário sobre a seca de 2010 a 2016 no semiárido brasileiro”. O tema está sendo discutido no auditório do Banco do Nordeste no bairro do Passaré na capital cearense, onde, durante três dias (30/11/2016 à 02/12/2016), especialistas do mundo inteiro dialogam sobre a possível ocorrência de mais um ano de seca.

img. Marcos Studart
Além das entidades que estudam os fenômenos climáticos, políticos de diferentes níveis federativos, ali se fazem presentes para juntos buscarem soluções, mesmo que sejam paliativas, considerando a morosidade nas ações políticas, como por exemplo, a transposição do São Francisco que há muito deveria está concluída, ao contrário, segundo previsão dos mais otimistas a água chegará ao Castanhão em 2018. Portanto, “o que falta, na verdade, é compromisso político, vontade de solucionar o problema que assola o nordeste brasileiro”, afirmou um agricultor que preferiu manter-se anônimo.

Cravada a região semiárida, na margem esquerda do Rio Banabuiú, a economia de Morada
Nova se encontra totalmente estagnada em função da seca. O perímetro irrigado já está parado há quase dois anos e a perspectiva não é nada promissora. Como se isso não bastasse, se não chover, a previsão de especialista e de que “o Castanhão nos próximos 100 dias atingirá o seu volume morto”. O mesmo se encontra com 5% de sua capacidade, conforme declaração de representantes da Agência Nacional de Águas – ANA, COGERH, FUNCEME e outros institutos de pesquisas climáticas. “Não existe um plano B em curto prazo para garantir o abastecimento humano e dessedentação animal” se referindo ao Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e outras regiões do Nordeste. Tenho dito.
Vídeo:


Por: Marfreitas

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