sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Javier Reigosa, o argentino peregrino que teve sua vida transformada depois de caminhar 1.500 km em visita a mais de 50 Templos Budistas no Japão


Há pouco mais de 4 anos faça uma viagem pouco comum pelo Japão. Uma peregrinação de cerca de 1.500 km percorridos a pé e dando a volta na ilha de shikoku, no sul do Japão. A viagem começou no México e depois na Espanha, onde também percorri o caminho de Santiago (para mim é o caminho dos meus avós). Depois da viagem voltei a viver na minha terra natal, na 

Argentina, em fevereiro de 2013.
Eu sempre quis contar um pouco sobre essa viagem, especialmente a experiência no Japão. Mas a volta à minha terra me trouxe muitas experiências que, de alguma forma tinham relação com a viagem para o Japão e só agora eu sinto que posso ir a fechar.
O ano de 2016 foi um ano onde conheci na carne situações extremas onde houve momentos em que duvidei se ia poder sair bem. E quando te toca viver situações extremas e sallis com força algo muda dentro de nós, e muitas coisas já deixam de ter importância.
Termine 2016 grato por tudo que aprendi e pelas minhas filhas estar bem depois de tudo o que vivemos juntos.

E dentro das coisas que aprendi uma delas é que não é bom guardar nada dentro, porque em algum momento e por algum lugar vai explodir.
Quando a tempestade de 2016 foi amansando um pouco, faz uns 4 MESES, voltou a ideia de escrever sobre a viagem ao Japão.


Mas comecei a gerar eu mesmo um monte de obstáculos para não fazê-lo: que não sou bom a escrever, que vou precisar de alguém que me ajude a corrigir os textos, que é preciso dinheiro para publicar um livro e blá blá blá...
Foi quando algumas coisas estranhas começaram a acontecer:

- Enquanto trabalhava em novembro na província de formosa, no norte da Argentina, em uma cidadezinha muito pequeno chamado as lombinhas encontro um rapaz japonês que vive ali há alguns anos e trabalha em um projeto de preservação ambiental.

Vou conversar com masahiro e quando falo da minha viagem para o Japão me diz que ele é nascido na ilha de shikoku!! E que eu conheço sua terra melhor que o porque ele nunca fez a volta de 1500 km Ilha a pé. E me conta que há uma campanha em shikoku para que a peregrinação seja reconhecida como património da humanidade pela ONU.
Sérgio, Marcos e Javier

- Menos de um mês depois eu vejo um casal de japoneses em Mendoza e os saúdo e ao contar sobre minha viagem descubro que ambos são de shikoku!!
Para explicar melhor: Shikoku é uma ilha com pouca população se comparada com as outras ilhas do Japão, há algumas cidades de porte médio mas a grande maioria são aldeias de pescadores e agricultores e muito mato.
Encontrar pessoas nascida em shikoku na Argentina, em lugares onde eu as encontrei em menos de 30 dias, é algo incomùn. Estranho.

- E para terminar os acontecimentos raros, conversando com um amigo escritor se ofereceu para ajudar a corrigir os textos caso este projecto se venha a transformar em um livro.Para mim foi uma mensagem muito clara: conta sua experiência da forma que puder, comece com seus recursos, e comece já.

Então vou começar aqui no facebook, à minha maneira, com as minhas palavras, para divertir-me, como uma forma de compartilhar com quem possa interessar, e também como uma forma de soltar e agradecer por essa experiência e registrar os aprendizados que agora, com O tempo em perspectiva, vão ficando mais claras.

É a primeira vez que embarque na viagem de contar por escrito uma experiência e não tenho ideia de como será. Sinto que vai ser uma viagem para dentro. E ciente de que é possível percorrer toda a terra, mas em algum momento há que voltar a si mesmo.
Vou começar por contar brevemente as experiências no México e Espanha, etapas anteriores ao Japão. Para quem quiser acompanhar, boa viagem...

Por: R Javier Reigosa

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